domingo, 5 de Dezembro de 2010

CASO CLÍNICO

1.Identificação do doente

· Paciente masculino,4 anos de idade.

2. Motivos

· Veio á consulta por sugestão da educadora da escolinha de Ana que recomendou que a criança fizesse uma consulta de desenvolvimento infantil, por ter observado que a criança tinha um comportamento aparentemente fora dos padrões normais do desenvolvimento infantil.


3.Historia familiar


· A é filho único o pai trabalha na Brisa, como construtor de projectos e a mãe é empresária, proprietária de um café.

4.Personalidade

· A personalidade de A foi descrita através do exame: Ludo- diagnóstico e a escala de desenvolvimento griffths, avaliação do desenvolvimento da criança em 6 áreas: locomoção, psicossocial, audição e linguagem, coordenação olho. A par disso também se realizou uma entrevista aos pais.

5.Observação

· As relações entre A e os pais não é das melhores, uma vez que os pais têm por hábito deixá-lo sozinho, havendo, portanto, um défice relacional. Durante a consulta verificou-se que o pai desviava o olhar do filho; que era muito rígido e sempre que o filho quisesse intervir, mandava-o calar, instando-o a ficar quieto ou a ver a televisão.

Durante a sessão A manteve-se calado todo o tempo encostado à estante e batendo com a ponta da esferográfica no tampo da mesa. Para comunicar-se com ele a psicóloga teve que o imitar nesse gesto. Outras características de A são: raramente faz perguntas; não pede ajuda, mesmo quando quisesse tirar um brinquedo, assim foi aconselhada pela psicóloga a pedir ajuda sempre que dela necessitasse.

A mãe ausentou-se durante a sessão dizendo que ia fumar e tomar um café nunca mais apareceu. Durante a sessão verificou-se que a criança pressiona os objectos o que, inconscientemente, pode ser uma atitude de pressionar os pais. O menino não consegue distinguir devidamente os objectos, não faz desenhos normais na sua idade como fazer círculos que representem a cabeça, os olhos e os braços. È de referir, no entanto, que mais tarde ela mudou de atitude.

6. Diagnóstico


· Autismo provocado pelo próprio ambiente familiar.

7. Prognóstico

· A tem um potencial para a mudança desde que seja devidamente estimulado, mas, para isso, é necessário que os pais passem a brincar com ele e a realizar tarefas a serem acompanhadas pelos pais como: apontar objectos e sempre que forem as compras e levá-lo a falar dos nomes dos produtos e, no banho, convida-lo a nomear as diversas partes do corpo.

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